quinta-feira, 1 de maio de 2014

Onde mora o Rio que nos banhou? 
Onde foi soprar aquele vento suão?
Onde foram cantar as cigarras, as rãs, daquelas noites?
São ecos... são ténues impressões digitais de um Deus nosso. 
Peguei na canoa e subi outro rio 
Sem esforço consegui redescobrir o Rio... é um riacho , eu sei
Mas tem a força das palavras sentidas
É tão impetuoso como o ribombar dos trovões que nossos risos desafiavam.
E tão nosso , como o é o que nunca nos deixou: 
A Vontade de Sermos Inteiramente parte de um Todo, 
Que em nós, nunca deixou de brotar!

Um rio d'Abraços.
O AMOR

SE A CADA PALAVRA TUA
(QUANDO CONVERSAMOS)
JUNTASSE UMA NOTA MUSICAL
DANÇARÍAMOS
A MAIS BELA MELODIA...
E SE A CADA PALAVRA
UM SILÊNCIO
A CADA SILÊNCIO
UM GESTO
A CADA GESTO 
UM OLHAR

A CADA OLHAR
UM SORRISO
A CADA
CADA
UM TODO...
DANÇARÍAMOS?


Abraço daqui.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O último cigarro... vazio como muitos. 4 da manhã... daqui a 3 horas irei iniciar mais um dia com outros cigarros, mais vazios e a certeza de que no crepúsculo tudo será idêntico. Dar não é fácil e não posso esperar receber, muito menos esperar que dos céus surja contentamento... pois do céu vem chuva ou sol, e já não é mau! Mas com tanto dia, teimo em espreitar a noite, beber das estrelas e deitar-me num quarto minguante. Vou ...  

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Dos Verdes aos Maduros
A viagem esqueceu o Porto
Esqueceu o Rumo
Esqueceu Recordar-se...

Desfez o Timoneiro 
Nos nevoeiros da incerteza 

Das amarras ( raízes de alguns )
Gritam os anos, o Tempo ( carrasco de muitos)
Mas a viagem transcende 
E da mudança... pouco lhe importa

Chronos trabalha
Sem o propósito da Luz...



Abraço daqui.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Agora... 
somente agora posso dizer
somente agora posso sonhar
somente eu estou no Agora
A companhia de mim tem muito Agora...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Queria dizer 
Dizer que Hoje acaba a estupidez
Dizer em crescendo com o acontecer em gestação
Dizer que Amanhã não haverá lugar 
Para certezas amofinadas 
Envoltas num continuum... 
Para deterministas elucubrações ! 
Dizer Liberto num voo de uma borboleta
Que a Tempestade é dos aventureiros
A chuva dos sedentos e 
O vento dos audazes.
Na mais leve brisa
Vai uma folha fugaz 
Dizer na Invernia
Que o Outono que a faz
Tem Primaveril pertença...
Mas nunca teve um rumo
Nem tão pouco um destino!
Queria dizer que nos entre()tantos
Espero o desconforto 
A liça sadia, o resmungar de um sábio,
A interrogação de um simples!
Quero dizer, então, que venham badaladas
Com cacofonia, rasgados risos e choros,
Que venham PORRA 

Mas que nunca me avisem ! 


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Geneológicamente capados.


Desbravei o que consumo.
Nesta festa polarizada ,
Desmesuradamente quadrada
Arredondo meus cantos
Na sinfonia que me faz
Assim
Um ser domesticado.
Mastigo papéis, recados
Outras coisas mais,
mais outras
Menos introespetivadas.
Quase corrompido
Um peru recheado, um ganso...
Um pato,
Assim me queiram!
Estapafurdido
Vomito as entranhas estranhas!
Da quadratura
Guardo apenas sensaborias
Fórmulas ionizadas
Nuvens descargadas.
Sou o receptáculo
De um novo circense maquiavel
Um mesclado de "steve mark gates "
Porta entreaberta
com NOR Ao comando.
Eunuco por Venturas
Geneológicamente ceifado
Da suprassumidade...
Essa inconveniente indefinição!

aindaeu

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A Não-pertença
Sou daqui, de onde broto
Neste universo que me define
Vivo cativo no mitocondrial encadeamento de ser.
Não pertenço, apenas defino-me.
Inquebrantável ... Do tamanho do sonho que me move
Assim são feitos, poucos pensamentos, sim, mas duradouros
Nem sei se isto é bom, mas sempre somos acossados por outras realidades
Esperando-as e sabendo-as ... para um dia, a entranharmos ....
O assédio apresenta-se sob diversas formas. 
Uma forma de assédio em voga nos tempos que correm, é o assédio ideológico... Nada mais conveniente de que uma mente empobrecida pela dispersão de valores.
Estranho, obviamente, de como todo o processo pode ser consentido por mentes que deveriam ser livres, e por pessoas que deveriam saber desbravar caminhos.
Não sou nenhum exemplo de perfeição, mas quem me quiser, tem de pagar o preço do intercâmbio... Dou-me, sim... mas com todas as minhas facetas.