domingo, 10 de janeiro de 2010

ocaso

acabou.
esta máscara está gasta
no baú das recordações
nada...
silenciosamente saio de cena
com a sensação de que valia a pena
com a certeza de que não fui chamado
confirmando a condição de seres humanos
arrepeso do que não fiz
deixo quem promete e quem me dá
mas também deixo quem nada fez
para que fosse possível sermos
uma irmandade coesa.
não tenho pena de quem foi fachada
pois essa condição manter-se-há,
faça o que faça , não passo de um número de acrobacia
conseguindo chegar ao lusco-fusco antes do estertor.
obrigado para quem cá passou,
obrigado para quem se lembrou
e depois esqueçeu,
obrigado para quem merece.
adeus.
abraço do vale

10 comentários:

Dona Sra. Urtigão disse...

EI!
Tudo bem, licença poética e tal, mas assim fico preocupada...São só jogos de palavras ou refletem o sentir? Quão grande é o adeus pretendido? Vens ao Brasil?

Ana Tapadas disse...

Oh meu amigo, que seja apenas poesia...és uma presença necessária, não nos faças isso!
Beijo da planície

Meg disse...

Duarte,
Ai, ai, ai ai!!!
Ocaso...acabou...
Pode até ser bonito o poema, mas eu não estou a "gostar nada" da mensagem.
Quero saber tudo.

Um abraço e até já!

Maria disse...

Partilho das palavras que a Meg escreveu. Estas querem dizer o quê????

Um abraço

utopia das palavras disse...

Deixo que seja um poema, deixo que seja um momento, mas não deixo que a palavra Adeus me invanda e me faça morrer de saudade.

Entendi perfeitamente o teu poema, só não percebi a palavra final,espero que me expliques melhor!

Beijo

Anónimo disse...

Quem pode estar muito tempo sem passar pelo Vale?

Um abraço

Lagartinha de Alhos Vedros

poesianopopular disse...

Amigo, maior que o pensamento!
«Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!»
Abraço daquí onde o moscatel, ajuda a vencer o frio!

SENSEI disse...

Olha pá, deixa-te de vitimizações tolas e sem nexo, não te esqueças que cada técnica que me acertem, fico mais forte e não mais fraco, porque para mim o copo está sempre meio-cheio e jamais meio-vazio!
RECUSO A DERROTA
RECUSO SER RATO
SOU UM HOMEM E EXIJO COMO TAL, O RESPEITO QUE SEMPRE TIVE E TENHO PELOS MEUS IGUAIS, QUANDO ESTES NÃO CORRESPONDEM A ESTE RESPEITO, DESRESPEITANDO-ME, AÍ SOU UM OSSO DURO DE ROER E RECUSO IR AO TAPETE. SE TIVER DE IR AO TAPETE, TE GARANTO QUE ANTES DA MINHA CARA NELE TOCAR, MUITAS OUTRAS O TOCARÃO 1º QUE EU.
PORRA PÁ EU IREI MORRER DE PÉ, DESAFIO-TE A MORRER COMIGO, ASSIM DE PÉ COMO AS ÁRVORES, DESILUDINDO OS NOSSOS INIMIGOS QUE JAMAIS NOS VERÃO TOMBAR ANTES DELES.
QUE DUREM MUITO E ASSISTAM À NOSSA VITÓRIA, QUE OS ESMAGARÁ UM DIA EM DEFINITIVO.

Ouss

Lúcia disse...

Ai....
Esta agora!
No entanto, há ali uma frase que me faz pensar que isto é um poema, não necessariamente, sobre uma sa+ida aqui, de cena.
A ver vamos...
Abraço da serra

Nair Bebiano disse...

Pois é primo....

como diz ali o SENSEI:

Antes morrer em pé do que viver ajoelhada....

;)

Saudações Matulónicas :)