chove... nada tenho senão nuvens poiso olhares em almofadas cinzentas e de alma lavada , nasçi outro... outro eu da preocupação pela mudança do que teima em não mudar passei à mudança dos passos que dou sem voar, com sonhos feitos à medida do ser que construo. não tombei... apenas deixei o brilho ofuscante de mil e uma estrelas sonhar galáxias, enquanto digeria meu planeta inventado. não fui o que esperei? também o não foram... apesar de esperar. esperaram mais ? nada pude dar... pois nada senti nem tive o direito de ser assistido , quando o pedi. falhei? pois talvez tenha reagido por simpatia... e por quem não veio, esperaram. nunca tive jeito para ser humano, muito menos para ser estatística! tenho sempre cravado em mim o sorriso de infindáveis amizades, onde a palavra fraternidade, teima em ser esquecida... e esqueço, lembrando-me mais tarde ou tarde demais. não contarei mais com quem me quer um mero número inscrito, no meio de tantos outros... que se cansam. contarei, isso sim, com...