terça-feira, 24 de novembro de 2009

FÚRIA DE NADA QUERER

UM BATER DE PORTAS ECOA DEBAIXO DOS MEUS PUNHOS ENRAIVECIDOS...
SUICIDO O HORIZONTE, RASGANDO À DENTADA A CARNE PROMETIDA.
NUM FUMEGANTE BAHAUS ARDEM OS MAIS DESPIDOS SONHOS
FLAGELAM O TRIGO, NUM NEGAR CONSTANTE DE PÃO
CATAPULTO MEU CORPO ESQUECENDO DE QUE ALMA SOU FEITO
CRENÇAS E MITOLOGIAS ESPELHAM-SE EM VÍS METAIS
SEMI CERRO OS DENTES ,APELANDO AO DIABO OU A DEUS
OU À PUTA QUE NOS HÁ DE PARIR, SIM... MAS MORTOS!
DA CIVILIZAÇÃO RESTA A IGNORANCIA
DO HOMINIDEO NEM ÁRVORES HÃO-DE SOBRAR
JÁ QUE NA CINZA , JAZ NINHOS ESVENTRADOS, ORFÃOS DE AMOR.
ESTOU AUSENTE, NESTA PRESENÇA QUE ME QUER VIVO
FEBRIL ,ESCAMOTEIO EM RENDILHADOS ,A RAZÃO ...
DO SUPER EGO RESTA A ANTITESE DE SER.

no vale há um abraço

6 comentários:

Ana Tapadas disse...

Gostei muito deste poema: do vocabulário escolhido e da semântica forte.
Que bom ter-te de volta.
beijinhos

Lúcia disse...

Começo a ter dificuldade em comentar. Lê-se na fúria em que despejas as palavras, Duarte!

Abraço da serra

Meg disse...

Diarte,

As maiúsculas e a intensidade dão as mãos nas força das palacras deste poema.
Gostei, meu amigo!

Um abraço

Anónimo disse...

Adorei o poema amigo Duarte!

Sabes, por vezes tenho dificuldade em ler num fundo preto, começo a estar velhota, mas vale a pena o esforço.

Estás bem por aí no vale?

Um abraço

Lagartinha de Alhos Vedros

Zorze disse...

Duarte,

Viver tem vários caminhos. Mais do que estarmos atentos, percebe-los.
Sem contar com os inesperados...

Abraço,
Zorze

Fernando Samuel disse...

E aqui vai um abraço para o vale.