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 Este ano resolvi atrasar o meu texto sobre teatro, pois faz hoje uma década que o Leandro Vale partiu.  Já conhecia as artes performativas, e o palco em muitas configurações, quando me cruzei, pela primeira vez, com o meu amigo e camarada Leandro Vale.  Foi na Quinta da Atalaia, no pavilhão de Bragança mais precisamente.  "Os malefícios do tabaco" de Anton Tchekhov era o que descontraidamente ias representando pelo público dentro. Era de tal forma descontraída e natural, a tua intervenção, que ainda fiquei com dúvidas se estarias a meter-te descaradamente com as pessoas ali sentadas na esplanada.  Parei, sentei-me no chão e observei. Era Teatro.  A espaços ias regressando ao palco improvisado, onde tinhas os parcos adereços. O trabalho de ator era notável. Como é evidente, o teu nome era-me completamente desconhecido, tal como toda a tua obra.  Foto de Duarte Braz O teatro abordara-o na secundária do Fontes Pereira de Melo, e depois no CFP do Porto. A...
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Não, não me esqueci do dia do pai. Tal como não esqueci o dia da poesia. O meu pai é a melhor poesia que os dias me concederam, ou deverei dizer: os dias que me concederam nasceram da poética relação  do meu pai com o mundo?   Mas pareço ser tudo menos poesia. Este fruto meio ácido e dissonante não irá ecoar nas árvores do conhecimento. No entanto, sou pela ação do meu pai, e irei como pai, transmitir o amor que me deram.   A já longa caminhada pela vida terrena, fez dele um ser sábio. Pois com as pedras do caminho fez castelos nos quais nos abrigamos e defendemos, lá do cimo das muralhas, dos mais ímpios e impuros invasores.  As portas fecham-se à maldade, pois só se alcança a nobreza ouvindo as pedras do castelo.  Somos o fruto da insistente bondade do nosso pai.    As árvores conhecem as suas mãos. Pois foram elas que souberam desbravar a rebeldia dos ramos inquietos. O fruto nascera pão no regaço do suor matutino. A aurora eclodira e... já se ouvem...
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  A tendência que algumas pessoas têm para usar imagens, sem fazer referência à fonte, conhecendo, por vezes, pessoalmente a mesma, é algo que sempre me incomodou. Faz já alguns anos, estive para riscar em definitivo do meu círculo de amigos uma pessoa que não soube respeitar uma regra de oiro com enquadramento legal (é bom relembrar) e que alegremente usou imagens minhas sem sequer fazer referência à sua origem. Pior do que não fazer referência foi usar outros nomes que estavam presentes no dito trabalho por ele editado e pura e simplesmente esquecer-se da minha pessoa! Lapso? Talvez. No entanto se alguma vez usasse um trabalho seu sem fazer referência ao seu bom nome, tenho quase a certeza que ficaria indignado. Faz uns dias, um amigo, igualmente mas efetivamente superior criador de conteúdos artísticos ( O Poeta do Aqueduto ), partilhou nas redes sociais, uma publicação de um artigo de jornal do extremo sul do nosso país. Teve o cuidado, o meu amigo Aure, de referir a proveniênc...
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 A loba dormia, e sonhava,  florestas e prados na sua cama macia. Uma Roma pedante, não quisera  pertencer ao farto e aleitante peito que fizeram crescer dezenas de crias.  Ora vinha o sol, ora era a lua, mas nada!  Nem ninguém soubera que a loba, matriarca adormecida, esperava pela impaciente fome.  A fome de obtusos seres, autófagos estropiados no seu insano desequilíbrio.  Roma viciada adormecia e ao longe, no prado ou na floresta, a loba farta corria entre as estrelas da noite e pelo brilho da lua.  Abraço do Vale      
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 Tal como tem acontecido ao longo da minha vida, um acaso acabaria por me proporcionar este encontro aquando da inauguração da estátua do Hélder.  No dia anterior resolvemos, eu e a Sofia, irmos dar uma volta de carro à beira mar. Não saímos do carro! Chovia à boa maneira poveira: puxada a vento que era um mimo!  Reparei que havia ali, perto do quiosque, algum movimento com umas supostas obras. Nada de mais natural, pensei eu seguindo caminho.  Regressamos a casa com a vontade de um café à beira mar.  No dia seguinte repetimos a dose, mas já não chovia!  Era um dia tão soalheiro, que os estacionamentos junto ao bar onde costumamos ir estavam completamente preenchidos.  Seguimos avenida acima, em direção ao estacionamento das docas, pois esse não é de borla e quase todos tendem a fugir do dito. Passando junto à zona das supostas obras, deparei-me com um bastante grande aglomerado de pessoas. Pareceu-me ver o edil e outras figuras de destaque da Póvoa de...
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Ontem foi dia da mulher.  Bom... é considerado Dia da Mulher há alguns anos e em diversos países desde algumas décadas.  Pelo que pude apurar ao longo dos anos, a ideia do dia terá germinado nas lutas de mulheres operárias algures pelo ano de 1918. Dois anos volvidos surgiu uma Clara Zetkin que fez a proposta de celebração das mulheres no dia 8 de Março.  Na verdade só quatro países, em 1911, viriam a adotar o dia para honrar as mulheres: A Alemanha, a Áustria, a Dinamarca e a Suíça. O mesmo dia viria a ser oficializado pela ONU em 1975.  Longos anos passaram, continuamos a celebrar as mulheres de várias formas e em datas diferentes por este mundo fora. A História tem os seus nomes, alguns mais visíveis do que outros. Na realidade o que me leva a celebrar as mulheres é mais do que ( justificadas) lutas sociais (Eva Peron, Rosa Parks, ... ), feitos heroicos (Joana d'Arc, Mata Hari, Rosa Luxemburgo, ... ), científicos ( Hypatia de Alexandria, Marie Curie, Ada Lovelace,...
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Há momentos em que a inspiração (para escrever algo onde a beleza possa de alguma forma remanescer) fica estatelada no chão.  Assisto, incrédulo, às mais impossíveis reviravoltas do panorama global em termos de política internacional.  Vejo energúmenos a fazer a saudação nazista e... os mais religiosos seres que me rodeiam, a terem atitudes de tal forma afastadas da saudável espiritualidade que se confundem com os radicais e extremistas que tanto nos custaram, a nós, Humanidade.  Será que anda tudo louco?  Uns a apregoarem a multiplicidade de géneros e afins, outros a quererem repor ordem na casa, clamando valores xenófobos e perigosamente intolerantes.  Um país com um merdas a regulamentar sobre a deficiência classificando-a como imbecilidade, aparece-nos no panorama!!! Ninguém vê?  Será que vamos esperar que venha uma praga e nos varra a todos ???? ...  Será este o tempo das baratas? Baratas ao poder!!! ...  Uma coisa é certa:  Para já cheg...