
Este ano resolvi atrasar o meu texto sobre teatro, pois faz hoje uma década que o Leandro Vale partiu. Já conhecia as artes performativas, e o palco em muitas configurações, quando me cruzei, pela primeira vez, com o meu amigo e camarada Leandro Vale. Foi na Quinta da Atalaia, no pavilhão de Bragança mais precisamente. "Os malefícios do tabaco" de Anton Tchekhov era o que descontraidamente ias representando pelo público dentro. Era de tal forma descontraída e natural, a tua intervenção, que ainda fiquei com dúvidas se estarias a meter-te descaradamente com as pessoas ali sentadas na esplanada. Parei, sentei-me no chão e observei. Era Teatro. A espaços ias regressando ao palco improvisado, onde tinhas os parcos adereços. O trabalho de ator era notável. Como é evidente, o teu nome era-me completamente desconhecido, tal como toda a tua obra. Foto de Duarte Braz O teatro abordara-o na secundária do Fontes Pereira de Melo, e depois no CFP do Porto. A...