Jamais esquecera aquele teu sorriso
O teu sorriso liberto e indiferente
à tez que o trazia
Jamais esquecera que me ensinaste
que neste caminho
Não existe nem existirá
passeio que nos separe
Pois caminhamos lado a lado
Jamais esquecerei aquele punho brandido em Berlim
Do orgulho contava o feito
Era meu
também...
esse punho...
Jamais esquecerei que nada nos rachou
Nem o tempo, nem o carcereiro, nem a morte!!!
A estrutura da tortura é fraca
E a da alma Justa é estóica!
Esqueço-me sim...
é de quem nos quer lembrar
Sem jamais ter tido a bravura
De ser solidário ao teu lado, Irmão!
E não sabe que houve um punho
E nem que o soubesse
Jamais seria o seu!!!
E não esqueço...
Apenas demoro...
Aqui,
Junto aos meus...
Fair well Madiba!
sábado, 7 de dezembro de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Digo Não
Digo não ao café pela manhã
Aos sorrisos inquietos,
à solidão das mãos entrelaçadas
Ao mais leve sussurro no meio de uma noite de sono
Às carícias que tardam,
ao palpitar cadenciado
De quem nada sabe...
Prometo
prometo que não procurarei onde não me quiserem
prometo ser vazio da mais leve intenção de querer saber
e ainda prometo ser sombra do nada que foi.
Assim
Esmurro os calcanhares na mais leve pedra
Desfaço os olhos no breu mais profundo da tua noite
Calcino os lábios no frio polar do teu alento
E sumo esquartejado pela pele do teu gume!
Como gosto tanto da dor desse teu não-amor...
Como é bom saber que nunca foste!
Abraço do Vale
Digo não ao café pela manhã
Aos sorrisos inquietos,
à solidão das mãos entrelaçadas
Ao mais leve sussurro no meio de uma noite de sono
Às carícias que tardam,
ao palpitar cadenciado
De quem nada sabe...
Prometo
prometo que não procurarei onde não me quiserem
prometo ser vazio da mais leve intenção de querer saber
e ainda prometo ser sombra do nada que foi.
Assim
Esmurro os calcanhares na mais leve pedra
Desfaço os olhos no breu mais profundo da tua noite
Calcino os lábios no frio polar do teu alento
E sumo esquartejado pela pele do teu gume!
Como gosto tanto da dor desse teu não-amor...
Como é bom saber que nunca foste!
Abraço do Vale
sexta-feira, 15 de março de 2013
segunda-feira, 19 de março de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Ciber émotions

D'un bit au bout de tes rêves
J'ai peint un sourire sur tes lèvres.
t'es links sans dentelles
et ta belle coccinelle
sont gandjha de mes troubles
Ary firmament d'une étoile nouvelle.
Je beugue dans tes yeux
bégaye sur ta peau
Pour te dire qu'on est deux
Pour te dire comme c'est beau
Une ciber-emotion pour Ary B....d...guer.
Je kiffe
et ça chauffe sans ennui
Le tango du sud
à Paris à minuit
Etrange a
Faire
Cette Ary B...d...guer.
D. Nuno. abraço do vale.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
a construção do feudo de papelão
O ovo está choco...
Pobre mão que transporta as vontades
(dele e nunca de outros)
Até ao regaço de um povo acomodado, estéril.
Nesta arquitectura de quem (manifestamente) é mediocre,
E só se sabe valer da futilidade, do compadrio e da ignorância,
Fazer menos bem, deveria ser pecado.
A técnica do mal dizer,pequenos bastidores de mal formação,
Vai levando a bom porto (nem que o mesmo caia de podre),
A fome de pequeno protagonismo.
Para haver um plano mestre, tem de existir mestria...
Pois mestria desta, um iluminado qualquer a teria.
Os resultados estão à vista: já não sobra palha para tanto burro!!!
Quem constroi, deve alicerçar o seu juizo sobre sólidas bases.
Quem semeia ou planta, deve saber esperar pela maturação
E saber de que chão é feito um desejo.
abraço do vale
Pobre mão que transporta as vontades
(dele e nunca de outros)
Até ao regaço de um povo acomodado, estéril.
Nesta arquitectura de quem (manifestamente) é mediocre,
E só se sabe valer da futilidade, do compadrio e da ignorância,
Fazer menos bem, deveria ser pecado.
A técnica do mal dizer,pequenos bastidores de mal formação,
Vai levando a bom porto (nem que o mesmo caia de podre),
A fome de pequeno protagonismo.
Para haver um plano mestre, tem de existir mestria...
Pois mestria desta, um iluminado qualquer a teria.
Os resultados estão à vista: já não sobra palha para tanto burro!!!
Quem constroi, deve alicerçar o seu juizo sobre sólidas bases.
Quem semeia ou planta, deve saber esperar pela maturação
E saber de que chão é feito um desejo.
abraço do vale
sábado, 2 de julho de 2011
pediram-me amor...
amor fracasso, ou amor ternura?
amor devasso, ou amor candura?
amor liberto, ou amor marcado?
amor aberto, ou amor amarra?
amor simples, ou amor loucura?
pediram-me amor!.......
caderno de memórias
(aquele que não tenho escrito) :
na teia dos sentimentos
querer é forma de amar
mas nem sempre ser amado.
aquele quadro não me ama,
mas amo tanto a forma
que me traz cativo
nas cores dos códigos
chave da minha imaginação.
A paisagem ama a alma
de quem a pinta fruto.
pediram-me amor...........!
amar é canseira.
prefiro saber que não gosto,
restando-me apenas o que quero.
abraço do vale
amor fracasso, ou amor ternura?
amor devasso, ou amor candura?
amor liberto, ou amor marcado?
amor aberto, ou amor amarra?
amor simples, ou amor loucura?
pediram-me amor!.......
caderno de memórias
(aquele que não tenho escrito) :
na teia dos sentimentos
querer é forma de amar
mas nem sempre ser amado.
aquele quadro não me ama,
mas amo tanto a forma
que me traz cativo
nas cores dos códigos
chave da minha imaginação.
A paisagem ama a alma
de quem a pinta fruto.
pediram-me amor...........!
amar é canseira.
prefiro saber que não gosto,
restando-me apenas o que quero.
abraço do vale
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Tenho andado preocupado com a saude do meu blog. Logo nasceu, fiquei sem a possibilidade de postar uma músiqueta directamente importada do Youtube... Mas lá se resolveu. Algum tempo mais tarde acontece-me isto: tenho 29 seguidores ( a acreditar no meu painel de controle) e... desapareceram!... bom até poderiam deixar de me seguir... mas... e então aquelas pessoas que tenho a certeza absoluta de que não deixariam de me seguir?
A quantidade de mensagens também baixou drásticamente ( isto do facebook é muito melhor, reconheço), mas fico espantado com o publico que me tem visitado, senão vejamos:
Portugal e Brasil (normalíssimo), EUA (talvez algum primo que por lá ande), França (aí sim tenho familiares, amigos, etc.), Alemanha(não precebo porra dessa lingua e não lá conheço "primos"... embora lá tenha alguns conhecidos), Japão(?!), Coreia do sul(???), Espanha(tenho lá amigos, familiares, etc), UK(também por lá residem amigos),Suiça(também aí tenho familiares), e depois países como Italia, Russia, Ucrania, Sérvia, Bosnia-herzgovina,Argentina, Italia,Irão(!)... bom só me falta a oceania e áfrica...Assim terei um blog bem viajado(se bem que pouco comentado). Ok... das duas uma : ou tenho uns "amigos" em muita parte, ou tenho poucos, mas muito viajados. Certo é que gostaria de ver aqui alguns dos "seguidores", visto a estima que por eles tenho, e a certeza dessa ser reciproca.
Não tenho escrito, nem viajado muito pelos blogs... o tempo não me permite. Costumo estar ocupado das 06h00 da matina até às 24h00 de segunda a sexta e aos sabados só trabalho, e faço uma farrita. aos domingos... depende... ou descanso, ou pesquiso, ou ocupo-me de outros afazeres que entrantanto se foram acumulando durante a semana.
Cumprimentos a todos (porque são muitos e não dá para distribuir tanto abraço) ... ah! e quando voltarem, não deixem a porta aberta, que pode constipar os meus seguidores, obrigado.
A quantidade de mensagens também baixou drásticamente ( isto do facebook é muito melhor, reconheço), mas fico espantado com o publico que me tem visitado, senão vejamos:
Portugal e Brasil (normalíssimo), EUA (talvez algum primo que por lá ande), França (aí sim tenho familiares, amigos, etc.), Alemanha(não precebo porra dessa lingua e não lá conheço "primos"... embora lá tenha alguns conhecidos), Japão(?!), Coreia do sul(???), Espanha(tenho lá amigos, familiares, etc), UK(também por lá residem amigos),Suiça(também aí tenho familiares), e depois países como Italia, Russia, Ucrania, Sérvia, Bosnia-herzgovina,Argentina, Italia,Irão(!)... bom só me falta a oceania e áfrica...Assim terei um blog bem viajado(se bem que pouco comentado). Ok... das duas uma : ou tenho uns "amigos" em muita parte, ou tenho poucos, mas muito viajados. Certo é que gostaria de ver aqui alguns dos "seguidores", visto a estima que por eles tenho, e a certeza dessa ser reciproca.
Não tenho escrito, nem viajado muito pelos blogs... o tempo não me permite. Costumo estar ocupado das 06h00 da matina até às 24h00 de segunda a sexta e aos sabados só trabalho, e faço uma farrita. aos domingos... depende... ou descanso, ou pesquiso, ou ocupo-me de outros afazeres que entrantanto se foram acumulando durante a semana.
Cumprimentos a todos (porque são muitos e não dá para distribuir tanto abraço) ... ah! e quando voltarem, não deixem a porta aberta, que pode constipar os meus seguidores, obrigado.
domingo, 22 de maio de 2011
O pão do pobre é de pedra
Quem não tiver dentes
Ou passa fome
ou come merda!
O pão do remediado
dura um mês.
deixa-se comer
na primeira semana,
e nas outras três
que tem esse mês,
partilha-se com martelo,
Já que nele não entra
O primeiro cutelo!
O pão do rico
Não sabe a nada
Sem lasca de presunto
Comer é enfado.
O pão dos outros
é sempre o melhor,
tem sempre de sobra
as nossas migalhas.
Pobre Povo, pobre País
A cobiça do pão regressou
como regressam os criminosos,
ao local do crime.
abraço do vale
Quem não tiver dentes
Ou passa fome
ou come merda!
O pão do remediado
dura um mês.
deixa-se comer
na primeira semana,
e nas outras três
que tem esse mês,
partilha-se com martelo,
Já que nele não entra
O primeiro cutelo!
O pão do rico
Não sabe a nada
Sem lasca de presunto
Comer é enfado.
O pão dos outros
é sempre o melhor,
tem sempre de sobra
as nossas migalhas.
Pobre Povo, pobre País
A cobiça do pão regressou
como regressam os criminosos,
ao local do crime.
abraço do vale
domingo, 15 de maio de 2011
estranha viagem
Fumo meu canto, nas cordas secas
nevoeiro d'estorvo nos olhos humidos
cada passa é um desassossego
cada imagem fica baça, impura.
Aperto a viagem ao morrer da curva
Asfalto já gasto não pode perder
em cada partida uma pedra dura
em cada chegada um estranho bocejo...
................(continua até parar).................
Do vale em valetas, pró rio que foge,
um abraço de adeus ou então até já.......
nevoeiro d'estorvo nos olhos humidos
cada passa é um desassossego
cada imagem fica baça, impura.
Aperto a viagem ao morrer da curva
Asfalto já gasto não pode perder
em cada partida uma pedra dura
em cada chegada um estranho bocejo...
................(continua até parar).................
Do vale em valetas, pró rio que foge,
um abraço de adeus ou então até já.......
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Quase nada.
Quanto vale a vida? o que é dinheiro? que trabalho merece ser medido em moeda? que vidas são contributivas para a mais valia económica de um sistema?....
E se pusesse isto assim: Que sistema pode avaliar a vida? O que hoje é mais valia, amanhã, mais valia não ter existido!!!
Precisamos de profetas. Não daqueles que por aí pululam, mas sim daqueles que detêm a verdade e que a troco de nada ( basta um calvário) a partilham. Ah... e também precisamos de uma memória colectiva, sempre presente como o gume de uma lámina a ameaçar-nos. Penso que só assim pensariamos, sem desvios estilísticos para inglês ver. Objectivamente, não somos nada. Mas como a linguagem das estrelas nos é praticamente desconhecida, somos o relativo produto dum espirro da nossa conciencia. O inexplicável é a razão que mais nos fascina, logo pensamos em tudo com a perspectiva daquilo que ainda nada é... tem bastante piada resolver transformar nada num produto apetecível, especulando. Estranho pensar que sob determinadas condições só existimos no passado e vivemos no futuro, relativisando. E o presente?... perguntar-me-hão. Esse não existe, está sempre de passagem... é como existir vento e querer meter num frasco uma infinita parte do mesmo. Ou seja a nossa existencia, pouco interessa ao cosmos... mas tem muito valor para quem se acha pensante e dono de uma filosofia... tangas!!! Nada vale tanto como tudo! e se não pensassemos, tudo era sempre... e se não fossemos, continuava tudo!!!
Sinto-me bem, presente, como quase nada.
E se pusesse isto assim: Que sistema pode avaliar a vida? O que hoje é mais valia, amanhã, mais valia não ter existido!!!
Precisamos de profetas. Não daqueles que por aí pululam, mas sim daqueles que detêm a verdade e que a troco de nada ( basta um calvário) a partilham. Ah... e também precisamos de uma memória colectiva, sempre presente como o gume de uma lámina a ameaçar-nos. Penso que só assim pensariamos, sem desvios estilísticos para inglês ver. Objectivamente, não somos nada. Mas como a linguagem das estrelas nos é praticamente desconhecida, somos o relativo produto dum espirro da nossa conciencia. O inexplicável é a razão que mais nos fascina, logo pensamos em tudo com a perspectiva daquilo que ainda nada é... tem bastante piada resolver transformar nada num produto apetecível, especulando. Estranho pensar que sob determinadas condições só existimos no passado e vivemos no futuro, relativisando. E o presente?... perguntar-me-hão. Esse não existe, está sempre de passagem... é como existir vento e querer meter num frasco uma infinita parte do mesmo. Ou seja a nossa existencia, pouco interessa ao cosmos... mas tem muito valor para quem se acha pensante e dono de uma filosofia... tangas!!! Nada vale tanto como tudo! e se não pensassemos, tudo era sempre... e se não fossemos, continuava tudo!!!
Sinto-me bem, presente, como quase nada.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Hoje é feriado !!!

Falam-me de crise, do FMI, da dívida (a pública e a privada), da necessidade de sacrificios, de mais esforço, de mais força de trabalho, etc. MAS HOJE NÃO TRABALHO!!! O acontecimento que nos permitiu uma revisão constitucional onde (ainda) estão consagrados os mais básicos direitos, a liberdade de expressão, o direito à sindicancia, a igualdade de direitos entre gêneros, o ensino gratuito, a saude "tendencialmente" gratuita, etc. é para mim tão importante como o nascimento de Cristo, como a sua reissurreição... Porque é de ressurreição que lavra a revolução de Abril , em plena "prima vera" tudo é flor e pólen, tudo é esperança de fruto em construção.
Cada dia que passa é mais uma revolução, noite-dia, dia-noite...mar e céu entrelaçado num amor azul, céu e mar revoltos numa tormenta cinzenta, explosão de cores num manto verde de terra desafiando as chuvas mil, canto de aves e danças nupciais em terra fecunda ou no desafiante bailado do sol com as nuvens... O ciclo da vida no bailar de uma andorinha... Pois hoje não trabalho, hoje festejo a divina reissureição da democracia.
abraço do vale
sexta-feira, 25 de março de 2011
A FOME

que porra!!!
porquê? porque sim! Se alguem cai, levanta-se...
e se não puder? ajudamos!
Tenho andado a confrontar-me
(como o mais vulgar dos mortais)
com o micro e macro. Tanta semalhança!
Esta amostra de mundo
com o qual tenho tido contacto,
não me tem dado alento algum...
por vezes sinto alguma esperança,
mas rápidamente essa transforma-se em mais uma desilusão...
A fasquia é alta?
má percepção e interpretação dos sinais exteriores?
Ver o mundo com olhos de quem quer sonhar
esquecendo-me das realidades?
Não sei.
Mas que mundo tão redundante!!!
QUE PORRA!!! Mover-me,
pensar,
estravazar,
recorrer a diversas técnicas
para esclacer-me e esclarecer...
e o resultado fica sempre aquém.
Raio de condição humana!
discordar por discordar...
Ser dono de um cepticismo drástico?
Não vos entendo
seres bipedes de cariz racional!
Pregais mil e uma carta escrita,
inventais as mais diversas correntes idealistas,
apregoais a moral e o bom senso,
rezais aos mais diversos credos,
mas no entanto,
continuais a ignorar
misérias decorrentes da falta de tudo que vos ensinaram!
Quando não gosto, não como...
mas deixo comer quem gosta
ou quem se esforça para adquirir o direito a comer.
Assim observaria de fora um banquete,
saciando-me nas expressões de satisfação
de quem lá está...
mas não por muito tempo, claro!
que eu também preciso de comer!
A Fome...
essa corrosiva aliada,
impele-me na busca...
nem sempre sabendo o que buscar,
ou pior: não sabendo onde buscar.
Tenho sempre fome!!!
Às vezes até vislumbro a certeza do saciamento,e,
com a maior das cautelas
que as minhas vivencias me ensinaram,
aproximo-me desse vislumbre...
não de forma predativa...
porque essa colide
com o pouco de moral que ainda me sobra....
E quando chego,
nada ou pouco para tanta fome que acompanha!
.......... E se de repente.......
passasse a ser um predador?
.......... sim............
daqueles que
com todas as artimanhas possíveis
rodeia o objecto no qual deposita
toda a sua vontade de saciar, e
com o fardo mínimo de moral atacasse?
Matava a Fome,
matava essa aliada
que me impele para a busca constante...
e não tinha esta sensação de desgaste!
............ balelas...........
esta tendencia para o "humanismo",
ainda que residual,
mora em muitos movimentos predatórios.
Conflito de predadores astutos e predadores esfomeados,
povoam de raiva contida e maldade pura
muitos pensamentos
paralelos, divergentes ou convergentes.
QUE PORRA!!!
Quem me dera que fossem passear a fome
para pastos eternamente virgens!
Assim,
sózinho comigo,
convidaria minha corrosiva aliada
a devorar-me de uma só vez!...
Assim
ficava ela orfã de movimento!!!
QUE SE FODA A FOME!!!
Aindaeu
terça-feira, 8 de março de 2011
A propósito de bandeiras
quantas bandeiras sepultas
homem de fraca tolerancia!
quantas cores não viram
os olhos que não querem!
iluminar as trevas?
são tantos os caminhos do breu!
agitamos corpos em pouco...
é fácil ver ao perto!!
no horizonte da memória
que só sabe das suas vivencias
só mais imaginação
pode alcançar clarividencia.
outroeu
homem de fraca tolerancia!
quantas cores não viram
os olhos que não querem!
iluminar as trevas?
são tantos os caminhos do breu!
agitamos corpos em pouco...
é fácil ver ao perto!!
no horizonte da memória
que só sabe das suas vivencias
só mais imaginação
pode alcançar clarividencia.
outroeu
domingo, 20 de fevereiro de 2011
... e nós...
tu eras universo num pulsar
tu eras o brilho aglutinador de toda minha matéria
tu eras mil horizontes num olhar profundo
tu eras riso de criança num corpo de adulto
tu eras a fome saciada num encontro de pele
eu era rasto de cometa num céu que te pertençe
eu era a fotosintese na amena claridade dos teus dias
eu era a explosão da fronteira que nos separa
eu era de tronco tenro enraízado em nós
eu era manto do núcleo que cresce em ti
e que somos nós agora?
uma ténue nuvem passageira na aridez do deserto!
agora quando te retrato, faço-o olhando
como quem vê no espelho o tempo presente!
já não te quero, tu não me queres... apenas recordamos.
é tão bom viver sem a tua presença,
melhor é lembrar como fomos ou podiamos ter sido,
num passado que tende a mentir-me...
se a memória me não falha.
abraço de uma velha primavera.
tu eras o brilho aglutinador de toda minha matéria
tu eras mil horizontes num olhar profundo
tu eras riso de criança num corpo de adulto
tu eras a fome saciada num encontro de pele
eu era rasto de cometa num céu que te pertençe
eu era a fotosintese na amena claridade dos teus dias
eu era a explosão da fronteira que nos separa
eu era de tronco tenro enraízado em nós
eu era manto do núcleo que cresce em ti
e que somos nós agora?
uma ténue nuvem passageira na aridez do deserto!
agora quando te retrato, faço-o olhando
como quem vê no espelho o tempo presente!
já não te quero, tu não me queres... apenas recordamos.
é tão bom viver sem a tua presença,
melhor é lembrar como fomos ou podiamos ter sido,
num passado que tende a mentir-me...
se a memória me não falha.
abraço de uma velha primavera.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Lutos sem lutas
Mais uma vez a memória
mais uma vez sinto o presente
Cada vez mais passado
Outra vez sinto aquele sopro
Derradeiro, esmagado pelo peso
Da agonia em rostos gentís
É agora que foi vez de outro...
Pesado fardo o sinal da partida
Quando ficamos no cais, sem amarra.
Quanto valemos? que somos?
Um aperto de coração
Ou um esgar de ser no frenesim intergaláctico.
Só sei que sinto...
Depois , penso e ... penso... e...vale nada pensar muito.
Saudade.
Abraço para o céu.
mais uma vez sinto o presente
Cada vez mais passado
Outra vez sinto aquele sopro
Derradeiro, esmagado pelo peso
Da agonia em rostos gentís
É agora que foi vez de outro...
Pesado fardo o sinal da partida
Quando ficamos no cais, sem amarra.
Quanto valemos? que somos?
Um aperto de coração
Ou um esgar de ser no frenesim intergaláctico.
Só sei que sinto...
Depois , penso e ... penso... e...vale nada pensar muito.
Saudade.
Abraço para o céu.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A lama do tempo que nos deram
o rosto vazio de coisa alguma,
encaro da lama
onde chafurdam os mais normais vizinhos de labuta,
um sol cinzento e um cheiro a vento.
Este brilho de choro a terra feita mar,
ganha na chuva o seu poderoso aliado,
e cresce feito torrente...
fundindo-se nas nuvems frescas ,
aroma de um outono .
Tenho a pele coberta de uma cor,
e na pele o sorriso de um sol que m'esqueçe.
açendo o meu candeeiro,
e vejo no espelho perdido pela minha vontade,
um espaço de parede exibindo
minha única primavera...
mas a ruga traiçoeira,
guardou mil pensamentos e
sabe-me a novembro
esse abril encalhado.
outroeu
encaro da lama
onde chafurdam os mais normais vizinhos de labuta,
um sol cinzento e um cheiro a vento.
Este brilho de choro a terra feita mar,
ganha na chuva o seu poderoso aliado,
e cresce feito torrente...
fundindo-se nas nuvems frescas ,
aroma de um outono .
Tenho a pele coberta de uma cor,
e na pele o sorriso de um sol que m'esqueçe.
açendo o meu candeeiro,
e vejo no espelho perdido pela minha vontade,
um espaço de parede exibindo
minha única primavera...
mas a ruga traiçoeira,
guardou mil pensamentos e
sabe-me a novembro
esse abril encalhado.
outroeu
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Aos navegantes da merda.
Aos herois de Portugal
prostituto pobre e podre
Aos herois de uma pátria
adiada, aniquilida
Canto odes ,
odiando não ser cidadão
de uma bandeira verde e rubra
Sendo apenas antimatéria
de uma estrela anã...
Canto sim.
Mas com o refrão encalhado
N'as armas , n'as armas
que para mim apontam.
cidadão liberto
ou mesmo por prender
às mais nefastas consequências
do que é não ser jamais
cidadão PORTUGUÊS.
Quero dizer MERDA!,
sem que nela me afunde
Pois com tanto politiqueiro a obrar
Merda é coisa tão vulgar
Que até mesmo a Ofélia
teria de morrer nela.
abraço do vale
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
um 1/4 que até é meu
Este canto onde me sento
é de luz ténue ,
Lampada de tecto, chão de restos, almofada de mortalha.
Esta parede que me olha
não tem janela, prima da outra que espia por cima do meu ombro
e que , essa sim, tem janela (mas com portadas fechadas).
A velha madeira que me acompanha, pela noite dentro
num ranger de dobradiças, suporta-me os pesadelos os sonhos e os devaneios
ou não suporta nada, apenas reage.
Este canto que crava alguns silencios na minha ausencia
é canto doutroeu, melodia sussurada ou poiso vagabundo.
Descalço escrevo , arrefecendo os calos neste chão flutuante,
onde pouco importa a cor, apenas o tropeço na barbaridade de fios entrelaçados,
como ondas revoltas num mar de energia ...
esta voz que esbarra na impedancia do ar que me sufoca,
mais parece um nevoeiro de cigarros feito.
mais uma chama... será esta que me vai libertar num último aperto , esganando os meus pulmões?
Pouco importa, os calos continuam quentes, a parede vazia, e a janela fechada...
Aqui sou eu.
abraço vindimeiro
é de luz ténue ,
Lampada de tecto, chão de restos, almofada de mortalha.
Esta parede que me olha
não tem janela, prima da outra que espia por cima do meu ombro
e que , essa sim, tem janela (mas com portadas fechadas).
A velha madeira que me acompanha, pela noite dentro
num ranger de dobradiças, suporta-me os pesadelos os sonhos e os devaneios
ou não suporta nada, apenas reage.
Este canto que crava alguns silencios na minha ausencia
é canto doutroeu, melodia sussurada ou poiso vagabundo.
Descalço escrevo , arrefecendo os calos neste chão flutuante,
onde pouco importa a cor, apenas o tropeço na barbaridade de fios entrelaçados,
como ondas revoltas num mar de energia ...
esta voz que esbarra na impedancia do ar que me sufoca,
mais parece um nevoeiro de cigarros feito.
mais uma chama... será esta que me vai libertar num último aperto , esganando os meus pulmões?
Pouco importa, os calos continuam quentes, a parede vazia, e a janela fechada...
Aqui sou eu.
abraço vindimeiro
domingo, 12 de setembro de 2010
Domingo

hoje é 12 de setembro, bem podia ser 13... mas como ontem estivemos no dia 11 , hoje, inexorávelmente é o "pós aquilo" ou o "pré coisa e tal".
Não que queira minimizar qualquer data ou acontecimento, somente que ,para cada acção temos uma reacção. umas lentas ,outras relampago, umas maquiavelmente arquitectadas ,outra cirurgicamente montada e levadas a cabo... e depois há as outras, aquelas que ainda não aconteceram( talvez por ainda não ser dia 13).
Mas adiante, é Domingo. sinto-me mais velho qualquer coisita. A missa , como costume não esperou por mim. O campo ( onde reside toda a magia da gênese) esse sim , acontece com gente e outros "não gente"( mas não menos importante que as anteriores).
Esqueço o mar (que há bem pouco vi), recolho a fruta que uma Primavera florida e um verão tórrido, se encarregaram de adoçicar.
Voltando ao dia de ontem.
Olhando para a televisão, ouvi coros lindíssimos, rostos emoldurados numa profunda(e real) tristeza, não vi o "outro"( aquele que criou as condições para haver imagens e consequencias REALMENTE tristes)... deve andar a contar carneiros(pois carneirada não falta). Pela tarde , depois de uma manhã de empenho na vinha, fui ao meu barbeiro(um de dois que costumo frequentar) , estava de descanso. visitei um amigo , falamos da diferenças de costumes entre povos, e segui novamente para o Vale... a noite chegou e bem depressa hoje tornou-se ontem.
Neste 12 que ainda teima em não ser 13, vou pensando nos dias , nas semanas, nas estações do ano...no Tempo.
Amanhã terei a minha consulta de especialidade, que o SNS teima (faz 3 anos) em não agendar.
Não tardará muito, setembro irá ser mais uma promessa, um marco de encontro e desencontros, se até lá chegar.
Hoje , é um número.
Abraço do vale
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