quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

PARECE QUE FOI ONTEM

naquele dia que nos levou até hoje

desenhaste as estradas

com cantos de liberdade

silencios morrem ao som que é eco

da tua alma em nós plantada

esquecer? como?

se somos fruto da mesma árvore!

que toquem alto a nossa liberdade

pois ,gente surda, teima em não ouvir

o voo ao vento das asas dos teus versos.

..............no vale ainda se canta.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

janela aberta com persiana corrida

quando as tuas tardes são minhas manhãs, pinto girasois na tua janela virada para um futuro possível...
quando no alto do teu castelo, princesa, apelas, respondo com o mais sonoro sorriso e o mais envolvente abraço...
mas quando em ti nada mais existe, senão ganancia ausencia de dor e tristeza, nada tens , pois não estou para quem nada espera.
fiz uma chama na lareira do teu pensamento, penso eu
será preciso alimentar esse fogo que tarda em consumir-te?
que máscara terei eu de esculpir na pedra dos teus sonhos?
uma máscara cristalina , opaca ou espelhada?
em contornos que não defino, encaminho meus dedos na cegueira de dizer-te...
e não te digo, pois ainda não chegaste.
cansado da longa estrada sem linhas e entrelinhas, entorno a tinta seca no caderno dos teus olhos... é vento que te ofereço.
pois de mim, nada... apenas sombras de corpo ausente.
para ti que te queres cativa, não serei horizonte...
ainda assim ,atiro meu abraço ao vento suão, sem esperar nada mais senão, teu peito vivo do pulsar que em ti espero.
até qualquer dia.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

REVOLTA NO CIBERESPAÇO

CULPABILIZAM-ME ASSIM
DE Q'RER MUNDOS SÓ PRA MIM
QUERO SÓ PENSAR POR MIM
NÃO SOU DE TI,NEM DE UM LINK,
QUE PODES AGRAFAR
COPIAR OU COLAR
SEU CORPO ARRASTAR
KAPAS EM PASTAS EDITAR...
A PALAVRA PENSADA ESCRITA
NÃO É OUVIDA,
POR MUITO QU'ENCAMINHES
DE FORMA REPETIDA,
SÃO SUSSURROS SEM ECOS
NA RUA ONDE CRESCE
O VAZIO DO VOO DAS PEDRAS
QU' EM MÃOS AMACIADAS
DAS TECLAS OU TECLADOS
ESQUECEM A FIRMEZA
QUE É NOSSA NATUREZA.
NO MEU CPU AVARIADO,
O RATO ROEU PLACA GRÁFICA
MOTHER BORDER! OU FUCKER!
NÃO VEJO IF I SCAN
AS POLEGADAS ESTÃO MINADAS
SÃO INCH À LA MANIERE
DE VER TUDO À L'ENVERS...

abraço do vale

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PARAR PARA PENSAR


parar para pensar... às vezes é melhor ir andando e pensar um pouco!

mete-me confusão determinadas expressões. se parar é morrer... será que há vida depois da morte? deve haver alguma coisa, menos pensamentos post-mortem!!!

eu sei, existem diversos tipo de morte... mas eu prefiro ir andando,já que morrer é a única certeza que temos( juntamente com as certezas de termos nascido, comido, mijado, cagado, estudado, feito amor, e outras merdas que agora não me lembro....).

Pois sigo o meu caminho , aos tropeções , meio atarantado com as cabeçadas que já dei, encontrando outros caminhos (uns mais sinuosos, outros menos), apreciando a paisagem enquanto o tempo(que não para) me deixa... fazê-lo.

Quem corre por gosto não cansa! eu cá prefiro a marcha! cansa menos. dois passos pra frente, um para trás.......... e se fosse um de cada vez?! é menos confuso, mais natural... e não fico com ar de bailarino!!!

Tenho tido um gosto especial por dias longos, sujeito a coisas antagónicas: estar no campo com toda a simplicidade da terra , a pedir mãos para quem a quer fértil... e de seguida estar no meio de gente quão diferente, tanto as nuances que delas emanam, ver e ouvir, questionando ou não. estar no café com pessoas de bons costumes e moralmente integradas e de seguida conviver com a mais normal meretriz.

Dias desses fazem-me sentir a pedra da calçada ou o asfalto quente ou então a poeira do caminho ou ainda a lama nos sapatos... ou até tudo isso ao mesmo tempo.

Dias normais? não , obrigado! quero sentir na anormalidade , o nascimento da questão... ou então não questionar , apenas observar e digerir pensando.

Tenho dias , que se vão fazendo mornos... almofadados... e isso sim, aborrece-me.


abraço do vale

domingo, 24 de janeiro de 2010

enfrentei tua sombra despida

jazia num passeio poisada

ao lado de um brilho...

era minha mão armada

que te quis sombra nua.

bailei louco sob os silvos

da metralha dos olhares

em teu fogo consumado

construí um abrigo....

e em cinza , petrifico-me.

do vale até montanha

passei pela face oculta da lua

fui sombra na sombra

nunca nu , mas despido

do manto velho que me deram.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

eram ondas do mar
enroladas nos teus braços,
desviando meu olhar
na viagem em teu regaço.
com passos de gata
frágil t'esgueiravas
como a brisa vádia...
numa manhã que sorria
que te olhava e se abria...
eras aquela
que eu chamava baixinho,
quando nos meus pensamentos
tu vinhas de mansinho...
acordando verdes musas
caem versos nest'alvura,
que de pele e candura
aconchegam meu ninho.
quem te viu n'areia
de uma praia lusitana,
canta devaneia
constroi sonhos sem tormentos...
quem te não viu sereia
sentiu canções e fados,
em solos fugidios...
numa manhã que sorria
que te olhava e se abria....
abraço deste vale

este "textito" foi escrito para uma composição musical de filipe e vítor Rebolho.
nota: na canção, "aquela" é substituida por amália.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

amanhecer

chove... nada tenho senão nuvens
poiso olhares em almofadas cinzentas
e de alma lavada , nasçi outro... outro eu
da preocupação pela mudança
do que teima em não mudar
passei à mudança dos passos
que dou sem voar, com sonhos
feitos à medida do ser que construo.
não tombei... apenas deixei
o brilho ofuscante de mil e uma estrelas
sonhar galáxias, enquanto digeria meu planeta inventado.
não fui o que esperei? também o não foram... apesar de esperar.
esperaram mais ? nada pude dar... pois nada senti
nem tive o direito de ser assistido , quando o pedi.
falhei? pois talvez tenha reagido por simpatia...
e por quem não veio, esperaram.
nunca tive jeito para ser humano, muito menos para ser estatística!
tenho sempre cravado em mim
o sorriso de infindáveis amizades, onde a palavra fraternidade,
teima em ser esquecida... e esqueço, lembrando-me mais tarde
ou tarde demais. não contarei mais com quem me quer
um mero número inscrito, no meio de tantos outros... que se cansam.
contarei, isso sim, com quem me quer em caminhadas
ombreando realidades com utopias no limiar do nosso olhar.
abraço do outroeu

domingo, 10 de janeiro de 2010

ocaso

acabou.
esta máscara está gasta
no baú das recordações
nada...
silenciosamente saio de cena
com a sensação de que valia a pena
com a certeza de que não fui chamado
confirmando a condição de seres humanos
arrepeso do que não fiz
deixo quem promete e quem me dá
mas também deixo quem nada fez
para que fosse possível sermos
uma irmandade coesa.
não tenho pena de quem foi fachada
pois essa condição manter-se-há,
faça o que faça , não passo de um número de acrobacia
conseguindo chegar ao lusco-fusco antes do estertor.
obrigado para quem cá passou,
obrigado para quem se lembrou
e depois esqueçeu,
obrigado para quem merece.
adeus.
abraço do vale

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

silencios

Deveria dizer-te:
amo os teus silencios
quando teu corpo sorri.
ouviria teu pulso
em chamas morrendo...
mas mordo os lábios
na lingua solta
hífen do teu grito
na minha palavra muda....

abraço do vale

sábado, 12 de dezembro de 2009

BECO SEM SAÍDA

Tenho-me sentido assim, encurralado entre muitas coisas, com a falta de luz ao fundo de um túnel. Deambulo pelas poucas valencias que o tempo se encarregou de me trazer, e nada... só a porra do vazio. Arrefeço (voluntáriamente) sentimentos doces, como que num impeto de masoquismo, ou pela falta de consciência do que é sentir doçuras ou então por covardia de perder o que não se tem.
Depois vêm as máscaras, uso uma e outra até exhaustão. à noite tento esqueçer-me , e revolvo revolto o que resta da minha sombra... só no espelho encontro esse meu ser. mas estilhaço o reflexo, perdendo-me em nevoeiros repletos de mim mesmo... tentando encontrar o brilho rasgado de um olhar perdido.
Sou táctil, vejo com a pele... mas a pele esqueçe.
um rio de sangue cansado , corre-me pelas rugas, sem nunca secar....devagar vou.
Já sinto a saudade dos outros, mas nunca de outros tempos. Sempre do tempo que é presente ausente de algum futuro( um futuro que eu imaginei, ou que me contaram).
Acredito nos meus passos, enquanto os der. Quando nos ouvidos deixar de sentir multidões de passos(tal como agora acontece), concentrar-me-hei no ruido de um caminho acompanhado de um pulsar latejando e fustiguando minhas têmporas.
Está frio. nem nas mais belas poesias encontro o descanso morno de um por-de-sol.
Este túnel que cavei é longo. E o cansaço é persistente...
Hei-de parar. Onde? não sei. quando o sol secar o sangue , talvez.
abraço do vale

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A MINHA MUSICA


tenho nas cordas suspensas
dedos perdidos dos passos incertos
cantam poemas
mas nem sempre os sinto
nem sempre sou sincero
por me perder em ti, esqueço-me

não me lembras o calor
nem tão pouco o frio
lembro-te apenas indiferente
lembro-te melodia fugidia
lembro-te palavra sussurrada
contra o vento vadio

esgueira-se pela brecha aberta
teu tempo teu ser em teu corpo suado
mantenho nas mão cerradas
o meu sopro caricia fado interno
neste morno lume vou ardendo inquieto
ser de ninguem é ser teu em ti renascido.

abraço do vale(já sem febre) imagem tirada de diariopoetico.weblog.com.pt

terça-feira, 24 de novembro de 2009

FÚRIA DE NADA QUERER

UM BATER DE PORTAS ECOA DEBAIXO DOS MEUS PUNHOS ENRAIVECIDOS...
SUICIDO O HORIZONTE, RASGANDO À DENTADA A CARNE PROMETIDA.
NUM FUMEGANTE BAHAUS ARDEM OS MAIS DESPIDOS SONHOS
FLAGELAM O TRIGO, NUM NEGAR CONSTANTE DE PÃO
CATAPULTO MEU CORPO ESQUECENDO DE QUE ALMA SOU FEITO
CRENÇAS E MITOLOGIAS ESPELHAM-SE EM VÍS METAIS
SEMI CERRO OS DENTES ,APELANDO AO DIABO OU A DEUS
OU À PUTA QUE NOS HÁ DE PARIR, SIM... MAS MORTOS!
DA CIVILIZAÇÃO RESTA A IGNORANCIA
DO HOMINIDEO NEM ÁRVORES HÃO-DE SOBRAR
JÁ QUE NA CINZA , JAZ NINHOS ESVENTRADOS, ORFÃOS DE AMOR.
ESTOU AUSENTE, NESTA PRESENÇA QUE ME QUER VIVO
FEBRIL ,ESCAMOTEIO EM RENDILHADOS ,A RAZÃO ...
DO SUPER EGO RESTA A ANTITESE DE SER.

no vale há um abraço

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A TI

o palco chora

este vazio que o fere

como um cair de pano

em sala muda

ecoa inundado

por uma vida eterna

em memórias de quem quer

transformar o mundo.


não me cruzei contigo

mas ficou gravada

A menina Júlia

Obra levada aos meus sentidos ávidos

por uma visão de quem pode,

Transportar mensagens,

Abalar consciências,

despertar ciências...

sabe-me , agora, a pouco...

resta-me a sensação

de que serás sempre

UM HOMEM cuja obra ultrapassa

as escassas notícias de perda.

Pois assim seja!

que nada perdemos contigo!

apenas apreendemos que ganhar

é ser recordado...

Um Bem-Hajas Mario.


abraço do vale

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

era uma vez


Era uma vez um menino, que tinha nascido ,num ninho de folhas e ramagem.... muito perto da copa das árvores.

A pelugem não era a suficiente, nem a destreza do baloiçar de ramo em ramo, era de alguma forma comparável, com aquela que os seus irmãos mais velhos ,usavam nos seus voos.

lactea era a primeira via de sustento, pouco a pouco vieram frutos e outras iguarias, que o sol na sua eterna bondade, a água na sua paciente queda e a terra na sua sossegada mutação, produziam no seu paraíso verde de azul e cinza coberto.

Já caminhava. No chão de folhas secas e formigas indiferentes ao seu olhar faminto, descobrira um brinquedo...

Era ,sem sabê-lo, um osso que podia até ser ,de um dos seus irmãos mais velhos.

Mas indiferente (porque inconsciente), brincava até sentir a fome ou o sono chamá-lo para a calmaria das copas, onde se juntava à sua velha mãe e a um céu de estrelas ...

que o impeliam para o sonho .

Mais tarde apreendera o voo.

Com o pelo já rijo, cortava o ar , desafiando aves .

Envaidecido pelos olhares atentos da sua jovem vizinha, exprerimentava as mais ousadas acrobacias...

colhendo frutos em pleno voo , e depositando-os ao alcançe de um braço; perto do olhar sequioso da sua bela admiradora.

Apaixonara-se.

Escolheu a mais macia das ramagens, as mais sedosas folhas, a mais altas das árvores...

e construi um ninho.

Já bailavam de ramo em ramo, numa salsa em valsa com cheiro a tango.

acabavam numa morna crescendo em batuque, no ninho , almofada de sonhos em vias lacteas sorridentes.

E não tardou , o céu o sol a chuva a terra a via láctea, viu sorrir um ser frágil e faminto por tudo que ainda não tinha visto,nem tão pouco sonhara.

abraço do vale

domingo, 18 de outubro de 2009

RENASCER


ENTERRARAM O POEMA

E OS VERSOS REPOUSAM

SEM ALVURA DE UMA FOLHA

NEM ALMOFADA DE UMA CAPA

E UMA MORTALHA DE CONTRE-CAPA...

-ERA DE RIMA POBRE

DIZIAM POR AÍ OS MAIS SÁBIOS,

AO VIUVO DA MUSA,

O POETA AINDA VIVO.


APONTARAM-LHE O DEDO

AO CANTOR DE VOZ DORIDA

POR NÃO SABER COMO SE CANTA

NEM SABER QUE CANTIGAS SÃO

DE CANTAR EM VOZ ALTA

OU ENTÃO EM SURDINA.


NA TELA DO PINTOR

FOI PROIBIDO PENSAR A CORES

E NAS MÃOS CALEJADAS OPERÁRIAS

O VAZIO DO PINCEL

PEDIA UM CERRAR DE PUNHO

PEDIA UM DERRADEIRO OLHAR


OLHEI À MINHA VOLTA

E VI QUE NÃO ESTAVA SÓ.

VI SORRISOS, VI ABRAÇOS

SENTI NA PELE A DOR DOS OUTROS

REFLECTIDA EM MIM. SENTI

O VERSO A BROTAR

NOS LÁBIOS ÁVIDOS PELO GRITO

NAS MÃOS TRÉMULAS E CANSADAS

NA MENTE QUE NUNCA MORRERA

APENAS DESCANSARA.


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

...................................

estou em pleno deserto de ideias...

sinto-me um grão de areia ,

nada livre,

no meio de uma praia solitária.

vi uma bela planta junto à janela ,

que não era minha...

era verde, era musa.

e na rua passam carros

com letras plageadas,

de umas músicas ligeiras

ou então aligeiradas.

a chuva teima em não cair...

e isso, sim, incomoda-me,

o chão seco já não chora

é tudo poeira...

os que há muito já não esperam

os que foram e recordamos

os que estão e vão partir

só meus olhos teimam em ver

com ardor e cansaço

vultos , sombras ou fantasmas.

que sentido dar a ausencias?

de que é feito uma ausencia?

de nada?

há presenças que nada são

quando ausentes

teimamos em não sentir...

questiono tudo que não sinto

já que o que sinto

nunca me questionou

apenas tomou lugar

por mim nunca concedido

apetece-me sentir nada.


abraço do vale




imagem oriunda de organismo.art.br

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CAMPANHA


depois da minha ,

a nossa...

esta em que eu quero querer,

e que sei que tambem querem.

Nas mãos uma caneta...

na cabeça um sonho,

no corpo um medo...

e na alma um anseio.

decidir ser diferente ,

pensar que a vida é

um buril que desfaz arestas.

nos meus braços o suor

(teu, meu, nosso) do cansaço

de quem por gosto gosta

antever na vossa luta

a batalha que é nossa.

quem de rumo muda

tem no espelho um novo rosto

a face o corpo da ventura

transformando o velho em novo.

abraço do vale
(imagem surripiada em paula-travelho.sapo.pt)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009


tenho imagens a preto e branco

sopro cores nelas

e apareces quente e luminosa

és memória ou miragem?

não sei... nunca quis saber

recordo-me de ti

enjaulada nos teus sentimentos

é por medo que não deixas entrar cores?

sonho-te rubra e transparente

ter na tua mão

uma flor a soltar pétalas vadias

será meu sopro eficaz?

recordo-me de ti

um bater de asas amedrontado

ainda não avistaste um céu onde voar?

abraço do vale

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ACABOU!!!


E pronto acabou-se a ceifa. algumas toneladas de pêssego e de uvas depois estou quase como novo... perdi 10k!!!

a minha ausencia blogosférica, tem me pesado muito mais. o que me valeu foi a FESTA!

Havia 2 anos que não via a Atalaia. fiquei bem instalado, não bebi um caneco( a minha colega de tenda fê-lo por mim-beijinho xaina), e ajudei um pouquito os meus camaradas de Bragança.

O cheiro a carne assada começava pela manhã, entranhando-se no corpo suado e bem fumado pelo carvão incandecente.

O sorriso e simpatia do camarada Isidoro, a experiência de sábias mãos assim como a empatia e o espírito de camaradagem , foi uma boa forma de começar as manhãs.

Este ano, para variar, só bebi água... quem me conheceu , na e da festa ficou admirado. Coisas da idade e dos kilometros de estrada dura.

Como sempre acontece em todas as festas conheci mais gente. O pessoal do CAR, gente linda e determinada, a utopia das palavras( que os miudos do Algarve , gentilmente, encontraram-obrigado amigos), a lagartinha , o anónimo sec XXI com o quarteto de Alexandria, a GE , gente do Barreiro.

Reencontrei algum pessoal da Marinha Grande, o meu amigo Helder, o GRANDE Orlando (que me convidou de imediato a assistir à sua actuação, no palco de santarem), o Calimero e muitos outros.

Este ano para não variar, trouxe nova gente à festa. E , nada de admirar, pró ano voltam, e o que me deixou mais satisfeito, foi vir a saber que vamos poder contar com elas nas próximas eleições.

A FESTA! terminou ... já sinto saudades. vai-me valendo este espaço onde posso "estar" com o meu pessoal.

Espantosamente, este ano só vi 2 concertos: o Samuel(muito bem acompanhados tanto ele como eu) e o Zé Pedro dos xutos(no palco de santarém). Não fui à feira do livro, não corri o pavilhão central, não fui à bienal, estive no espaço internacional, estive com os miudos do Algarve( os charolas)... não estive com a mar sem sal, com a rosmaninho, não conheci o cheiro da ilha, o cravo de abril... mandei um abraço do vale ao Samuel...andei kilometros, e recolhi muitos sorrisos, muitos afectos, que só nesse espaço da Atalaia é possível recolher. Ouvi e senti a palavra camarada vezes sem conta. Foi a minha lufada de oxigénio, como sempre costuma ser.

Estou de volta ao vale, de baterias carregadas. estou de volta.

Era para deixar aqui um vídeo, mas como o meu blog não tem vindo a aceitar vídeos(sabe-se lá porqué) aqui fica um link:


abraço do vale

domingo, 2 de agosto de 2009

O CAMPO EXPLODE


O CAMPO EXPLODE EM MIL E UM SABORES

QUE O PALATO APRECIA

E MEU CORPO VOMITA

OS COMPANHEIROS ESTÃO LONGE

TÃO LONGE QUE A CAMARADAGEM MORRE

E OS IDEAIS ESQUECEM QUEM OS GRITA.

ILUSÃO? MAU SONHO? AZEDUME?

O AMOR DESISTE

E PARTE ONDE HAJA MENOS ARIDEZ

ONDE SENTE UM MAR SEM CAIS

ONDE SENTIR NÃO EXIGE AGIR.

CANSAÇO...

TENHO TONELADAS DE SAFRA NAS COSTAS

JÁ NÃO SINTO ,

SOU AUTOMATO DA MINHA NECESSIDADE

NESTE AGOSTO QUE JÁ NÃO QUER SETEMBROS

RESTA-ME O CONSOLO DE UM VERÃO

QUE TARDA EM FINDAR...

ANSEIO...

NA PELE TENHO A NAVALHADA

DE MUITOS RAIOS SOLARES

OS CARÍCIAS ARISCAS

DE UMA RAMAGEM MORTA E RESSEQUIDA

O SUOR DE QUEM NÃO PODE E SEGUE A SAFRA

DE QUEM JÁ NADA QUER MAS DEVE

NESTE LUME VOU ARDENDO

ATÉ SER CINZA E VOAR........

abraço do vale