CULPABILIZAM-ME ASSIM
DE Q'RER MUNDOS SÓ PRA MIM
QUERO SÓ PENSAR POR MIM
NÃO SOU DE TI,NEM DE UM LINK,
QUE PODES AGRAFAR
COPIAR OU COLAR
SEU CORPO ARRASTAR
KAPAS EM PASTAS EDITAR...
A PALAVRA PENSADA ESCRITA
NÃO É OUVIDA,
POR MUITO QU'ENCAMINHES
DE FORMA REPETIDA,
SÃO SUSSURROS SEM ECOS
NA RUA ONDE CRESCE
O VAZIO DO VOO DAS PEDRAS
QU' EM MÃOS AMACIADAS
DAS TECLAS OU TECLADOS
ESQUECEM A FIRMEZA
QUE É NOSSA NATUREZA.
NO MEU CPU AVARIADO,
O RATO ROEU PLACA GRÁFICA
MOTHER BORDER! OU FUCKER!
NÃO VEJO IF I SCAN
AS POLEGADAS ESTÃO MINADAS
SÃO INCH À LA MANIERE
DE VER TUDO À L'ENVERS...
abraço do vale
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
PARAR PARA PENSAR

parar para pensar... às vezes é melhor ir andando e pensar um pouco!
mete-me confusão determinadas expressões. se parar é morrer... será que há vida depois da morte? deve haver alguma coisa, menos pensamentos post-mortem!!!
eu sei, existem diversos tipo de morte... mas eu prefiro ir andando,já que morrer é a única certeza que temos( juntamente com as certezas de termos nascido, comido, mijado, cagado, estudado, feito amor, e outras merdas que agora não me lembro....).
Pois sigo o meu caminho , aos tropeções , meio atarantado com as cabeçadas que já dei, encontrando outros caminhos (uns mais sinuosos, outros menos), apreciando a paisagem enquanto o tempo(que não para) me deixa... fazê-lo.
Quem corre por gosto não cansa! eu cá prefiro a marcha! cansa menos. dois passos pra frente, um para trás.......... e se fosse um de cada vez?! é menos confuso, mais natural... e não fico com ar de bailarino!!!
Tenho tido um gosto especial por dias longos, sujeito a coisas antagónicas: estar no campo com toda a simplicidade da terra , a pedir mãos para quem a quer fértil... e de seguida estar no meio de gente quão diferente, tanto as nuances que delas emanam, ver e ouvir, questionando ou não. estar no café com pessoas de bons costumes e moralmente integradas e de seguida conviver com a mais normal meretriz.
Dias desses fazem-me sentir a pedra da calçada ou o asfalto quente ou então a poeira do caminho ou ainda a lama nos sapatos... ou até tudo isso ao mesmo tempo.
Dias normais? não , obrigado! quero sentir na anormalidade , o nascimento da questão... ou então não questionar , apenas observar e digerir pensando.
Tenho dias , que se vão fazendo mornos... almofadados... e isso sim, aborrece-me.
abraço do vale
domingo, 24 de janeiro de 2010
enfrentei tua sombra despida
jazia num passeio poisada
ao lado de um brilho...
era minha mão armada
que te quis sombra nua.
bailei louco sob os silvos

da metralha dos olhares
em teu fogo consumado
construí um abrigo....
e em cinza , petrifico-me.
do vale até montanha
passei pela face oculta da lua
fui sombra na sombra
nunca nu , mas despido
do manto velho que me deram.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
eram ondas do mar
enroladas nos teus braços,
desviando meu olhar
na viagem em teu regaço.
com passos de gata
frágil t'esgueiravas
como a brisa vádia...
numa manhã que sorria
que te olhava e se abria...
eras aquela
que eu chamava baixinho,
quando nos meus pensamentos
tu vinhas de mansinho...
acordando verdes musas
caem versos nest'alvura,
que de pele e candura
aconchegam meu ninho.
quem te viu n'areia
de uma praia lusitana,
canta devaneia
constroi sonhos sem tormentos...
quem te não viu sereia
sentiu canções e fados,
em solos fugidios...
numa manhã que sorria
que te olhava e se abria....
abraço deste vale
este "textito" foi escrito para uma composição musical de filipe e vítor Rebolho.
nota: na canção, "aquela" é substituida por amália.
enroladas nos teus braços,
desviando meu olhar
na viagem em teu regaço.
com passos de gata
frágil t'esgueiravas
como a brisa vádia...
numa manhã que sorria
que te olhava e se abria...
eras aquela
que eu chamava baixinho,
quando nos meus pensamentos
tu vinhas de mansinho...
acordando verdes musas
caem versos nest'alvura,
que de pele e candura
aconchegam meu ninho.
quem te viu n'areia
de uma praia lusitana,
canta devaneia
constroi sonhos sem tormentos...
quem te não viu sereia
sentiu canções e fados,
em solos fugidios...
numa manhã que sorria
que te olhava e se abria....
abraço deste vale
este "textito" foi escrito para uma composição musical de filipe e vítor Rebolho.
nota: na canção, "aquela" é substituida por amália.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
amanhecer
chove... nada tenho senão nuvens
poiso olhares em almofadas cinzentas
e de alma lavada , nasçi outro... outro eu
da preocupação pela mudança
do que teima em não mudar
passei à mudança dos passos
que dou sem voar, com sonhos
feitos à medida do ser que construo.
não tombei... apenas deixei
o brilho ofuscante de mil e uma estrelas
sonhar galáxias, enquanto digeria meu planeta inventado.
não fui o que esperei? também o não foram... apesar de esperar.
esperaram mais ? nada pude dar... pois nada senti
nem tive o direito de ser assistido , quando o pedi.
falhei? pois talvez tenha reagido por simpatia...
e por quem não veio, esperaram.
nunca tive jeito para ser humano, muito menos para ser estatística!
tenho sempre cravado em mim
o sorriso de infindáveis amizades, onde a palavra fraternidade,
teima em ser esquecida... e esqueço, lembrando-me mais tarde
ou tarde demais. não contarei mais com quem me quer
um mero número inscrito, no meio de tantos outros... que se cansam.
contarei, isso sim, com quem me quer em caminhadas
ombreando realidades com utopias no limiar do nosso olhar.
abraço do outroeu
poiso olhares em almofadas cinzentas
e de alma lavada , nasçi outro... outro eu
da preocupação pela mudança
do que teima em não mudar
passei à mudança dos passos
que dou sem voar, com sonhos
feitos à medida do ser que construo.
não tombei... apenas deixei
o brilho ofuscante de mil e uma estrelas
sonhar galáxias, enquanto digeria meu planeta inventado.
não fui o que esperei? também o não foram... apesar de esperar.
esperaram mais ? nada pude dar... pois nada senti
nem tive o direito de ser assistido , quando o pedi.
falhei? pois talvez tenha reagido por simpatia...
e por quem não veio, esperaram.
nunca tive jeito para ser humano, muito menos para ser estatística!
tenho sempre cravado em mim
o sorriso de infindáveis amizades, onde a palavra fraternidade,
teima em ser esquecida... e esqueço, lembrando-me mais tarde
ou tarde demais. não contarei mais com quem me quer
um mero número inscrito, no meio de tantos outros... que se cansam.
contarei, isso sim, com quem me quer em caminhadas
ombreando realidades com utopias no limiar do nosso olhar.
abraço do outroeu
domingo, 10 de janeiro de 2010
ocaso
acabou.
esta máscara está gasta
no baú das recordações
nada...
silenciosamente saio de cena
com a sensação de que valia a pena
com a certeza de que não fui chamado
confirmando a condição de seres humanos
arrepeso do que não fiz
deixo quem promete e quem me dá
mas também deixo quem nada fez
para que fosse possível sermos
uma irmandade coesa.
não tenho pena de quem foi fachada
pois essa condição manter-se-há,
faça o que faça , não passo de um número de acrobacia
conseguindo chegar ao lusco-fusco antes do estertor.
obrigado para quem cá passou,
obrigado para quem se lembrou
e depois esqueçeu,
obrigado para quem merece.
adeus.
abraço do vale
esta máscara está gasta
no baú das recordações
nada...
silenciosamente saio de cena
com a sensação de que valia a pena
com a certeza de que não fui chamado
confirmando a condição de seres humanos
arrepeso do que não fiz
deixo quem promete e quem me dá
mas também deixo quem nada fez
para que fosse possível sermos
uma irmandade coesa.
não tenho pena de quem foi fachada
pois essa condição manter-se-há,
faça o que faça , não passo de um número de acrobacia
conseguindo chegar ao lusco-fusco antes do estertor.
obrigado para quem cá passou,
obrigado para quem se lembrou
e depois esqueçeu,
obrigado para quem merece.
adeus.
abraço do vale
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
silencios
Deveria dizer-te:
amo os teus silencios
quando teu corpo sorri.
ouviria teu pulso
em chamas morrendo...
mas mordo os lábios
na lingua solta
hífen do teu grito
na minha palavra muda....
abraço do vale
amo os teus silencios
quando teu corpo sorri.
ouviria teu pulso
em chamas morrendo...
mas mordo os lábios
na lingua solta
hífen do teu grito
na minha palavra muda....
abraço do vale
sábado, 12 de dezembro de 2009
BECO SEM SAÍDA
Tenho-me sentido assim, encurralado entre muitas coisas, com a falta de luz ao fundo de um túnel. Deambulo pelas poucas valencias que o tempo se encarregou de me trazer, e nada... só a porra do vazio. Arrefeço (voluntáriamente) sentimentos doces, como que num impeto de masoquismo, ou pela falta de consciência do que é sentir doçuras ou então por covardia de perder o que não se tem.
Depois vêm as máscaras, uso uma e outra até exhaustão. à noite tento esqueçer-me , e revolvo revolto o que resta da minha sombra... só no espelho encontro esse meu ser. mas estilhaço o reflexo, perdendo-me em nevoeiros repletos de mim mesmo... tentando encontrar o brilho rasgado de um olhar perdido.
Sou táctil, vejo com a pele... mas a pele esqueçe.
um rio de sangue cansado , corre-me pelas rugas, sem nunca secar....devagar vou.
Já sinto a saudade dos outros, mas nunca de outros tempos. Sempre do tempo que é presente ausente de algum futuro( um futuro que eu imaginei, ou que me contaram).
Acredito nos meus passos, enquanto os der. Quando nos ouvidos deixar de sentir multidões de passos(tal como agora acontece), concentrar-me-hei no ruido de um caminho acompanhado de um pulsar latejando e fustiguando minhas têmporas.
Está frio. nem nas mais belas poesias encontro o descanso morno de um por-de-sol.
Este túnel que cavei é longo. E o cansaço é persistente...
Hei-de parar. Onde? não sei. quando o sol secar o sangue , talvez.
abraço do vale
Depois vêm as máscaras, uso uma e outra até exhaustão. à noite tento esqueçer-me , e revolvo revolto o que resta da minha sombra... só no espelho encontro esse meu ser. mas estilhaço o reflexo, perdendo-me em nevoeiros repletos de mim mesmo... tentando encontrar o brilho rasgado de um olhar perdido.
Sou táctil, vejo com a pele... mas a pele esqueçe.
um rio de sangue cansado , corre-me pelas rugas, sem nunca secar....devagar vou.
Já sinto a saudade dos outros, mas nunca de outros tempos. Sempre do tempo que é presente ausente de algum futuro( um futuro que eu imaginei, ou que me contaram).
Acredito nos meus passos, enquanto os der. Quando nos ouvidos deixar de sentir multidões de passos(tal como agora acontece), concentrar-me-hei no ruido de um caminho acompanhado de um pulsar latejando e fustiguando minhas têmporas.
Está frio. nem nas mais belas poesias encontro o descanso morno de um por-de-sol.
Este túnel que cavei é longo. E o cansaço é persistente...
Hei-de parar. Onde? não sei. quando o sol secar o sangue , talvez.
abraço do vale
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
A MINHA MUSICA

tenho nas cordas suspensas
dedos perdidos dos passos incertos
cantam poemas
mas nem sempre os sinto
nem sempre sou sincero
por me perder em ti, esqueço-me
não me lembras o calor
nem tão pouco o frio
lembro-te apenas indiferente
lembro-te melodia fugidia
lembro-te palavra sussurrada
contra o vento vadio
esgueira-se pela brecha aberta
teu tempo teu ser em teu corpo suado
mantenho nas mão cerradas
o meu sopro caricia fado interno
neste morno lume vou ardendo inquieto
ser de ninguem é ser teu em ti renascido.
abraço do vale(já sem febre) imagem tirada de diariopoetico.weblog.com.pt
dedos perdidos dos passos incertos
cantam poemas
mas nem sempre os sinto
nem sempre sou sincero
por me perder em ti, esqueço-me
não me lembras o calor
nem tão pouco o frio
lembro-te apenas indiferente
lembro-te melodia fugidia
lembro-te palavra sussurrada
contra o vento vadio
esgueira-se pela brecha aberta
teu tempo teu ser em teu corpo suado
mantenho nas mão cerradas
o meu sopro caricia fado interno
neste morno lume vou ardendo inquieto
ser de ninguem é ser teu em ti renascido.
abraço do vale(já sem febre) imagem tirada de diariopoetico.weblog.com.pt
terça-feira, 24 de novembro de 2009
FÚRIA DE NADA QUERER
UM BATER DE PORTAS ECOA DEBAIXO DOS MEUS PUNHOS ENRAIVECIDOS...
SUICIDO O HORIZONTE, RASGANDO À DENTADA A CARNE PROMETIDA.
NUM FUMEGANTE BAHAUS ARDEM OS MAIS DESPIDOS SONHOS
FLAGELAM O TRIGO, NUM NEGAR CONSTANTE DE PÃO
CATAPULTO MEU CORPO ESQUECENDO DE QUE ALMA SOU FEITO
CRENÇAS E MITOLOGIAS ESPELHAM-SE EM VÍS METAIS
SEMI CERRO OS DENTES ,APELANDO AO DIABO OU A DEUS
OU À PUTA QUE NOS HÁ DE PARIR, SIM... MAS MORTOS!
DA CIVILIZAÇÃO RESTA A IGNORANCIA
DO HOMINIDEO NEM ÁRVORES HÃO-DE SOBRAR
JÁ QUE NA CINZA , JAZ NINHOS ESVENTRADOS, ORFÃOS DE AMOR.
ESTOU AUSENTE, NESTA PRESENÇA QUE ME QUER VIVO
FEBRIL ,ESCAMOTEIO EM RENDILHADOS ,A RAZÃO ...
DO SUPER EGO RESTA A ANTITESE DE SER.
no vale há um abraço
SUICIDO O HORIZONTE, RASGANDO À DENTADA A CARNE PROMETIDA.
NUM FUMEGANTE BAHAUS ARDEM OS MAIS DESPIDOS SONHOS
FLAGELAM O TRIGO, NUM NEGAR CONSTANTE DE PÃO
CATAPULTO MEU CORPO ESQUECENDO DE QUE ALMA SOU FEITO
CRENÇAS E MITOLOGIAS ESPELHAM-SE EM VÍS METAIS
SEMI CERRO OS DENTES ,APELANDO AO DIABO OU A DEUS
OU À PUTA QUE NOS HÁ DE PARIR, SIM... MAS MORTOS!
DA CIVILIZAÇÃO RESTA A IGNORANCIA
DO HOMINIDEO NEM ÁRVORES HÃO-DE SOBRAR
JÁ QUE NA CINZA , JAZ NINHOS ESVENTRADOS, ORFÃOS DE AMOR.
ESTOU AUSENTE, NESTA PRESENÇA QUE ME QUER VIVO
FEBRIL ,ESCAMOTEIO EM RENDILHADOS ,A RAZÃO ...
DO SUPER EGO RESTA A ANTITESE DE SER.
no vale há um abraço
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
A TI
o palco chora
este vazio que o fere
como um cair de pano
em sala muda
ecoa inundado
por uma vida eterna
em memórias de quem quer

transformar o mundo.
não me cruzei contigo
mas ficou gravada
A menina Júlia
Obra levada aos meus sentidos ávidos
por uma visão de quem pode,
Transportar mensagens,
Abalar consciências,
despertar ciências...
sabe-me , agora, a pouco...
resta-me a sensação
de que serás sempre
UM HOMEM cuja obra ultrapassa
as escassas notícias de perda.
Pois assim seja!
que nada perdemos contigo!
apenas apreendemos que ganhar
é ser recordado...
Um Bem-Hajas Mario.
abraço do vale
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
era uma vez

Era uma vez um menino, que tinha nascido ,num ninho de folhas e ramagem.... muito perto da copa das árvores.
A pelugem não era a suficiente, nem a destreza do baloiçar de ramo em ramo, era de alguma forma comparável, com aquela que os seus irmãos mais velhos ,usavam nos seus voos.
lactea era a primeira via de sustento, pouco a pouco vieram frutos e outras iguarias, que o sol na sua eterna bondade, a água na sua paciente queda e a terra na sua sossegada mutação, produziam no seu paraíso verde de azul e cinza coberto.
Já caminhava. No chão de folhas secas e formigas indiferentes ao seu olhar faminto, descobrira um brinquedo...
Era ,sem sabê-lo, um osso que podia até ser ,de um dos seus irmãos mais velhos.
Mas indiferente (porque inconsciente), brincava até sentir a fome ou o sono chamá-lo para a calmaria das copas, onde se juntava à sua velha mãe e a um céu de estrelas ...
que o impeliam para o sonho .
Mais tarde apreendera o voo.
Com o pelo já rijo, cortava o ar , desafiando aves .
Envaidecido pelos olhares atentos da sua jovem vizinha, exprerimentava as mais ousadas acrobacias...
colhendo frutos em pleno voo , e depositando-os ao alcançe de um braço; perto do olhar sequioso da sua bela admiradora.
Apaixonara-se.
Escolheu a mais macia das ramagens, as mais sedosas folhas, a mais altas das árvores...
e construi um ninho.
Já bailavam de ramo em ramo, numa salsa em valsa com cheiro a tango.
acabavam numa morna crescendo em batuque, no ninho , almofada de sonhos em vias lacteas sorridentes.
E não tardou , o céu o sol a chuva a terra a via láctea, viu sorrir um ser frágil e faminto por tudo que ainda não tinha visto,nem tão pouco sonhara.
abraço do vale
domingo, 18 de outubro de 2009
RENASCER

ENTERRARAM O POEMA
E OS VERSOS REPOUSAM
SEM ALVURA DE UMA FOLHA
NEM ALMOFADA DE UMA CAPA
E UMA MORTALHA DE CONTRE-CAPA...
-ERA DE RIMA POBRE
DIZIAM POR AÍ OS MAIS SÁBIOS,
AO VIUVO DA MUSA,
O POETA AINDA VIVO.
APONTARAM-LHE O DEDO
AO CANTOR DE VOZ DORIDA
POR NÃO SABER COMO SE CANTA
NEM SABER QUE CANTIGAS SÃO
DE CANTAR EM VOZ ALTA
OU ENTÃO EM SURDINA.
NA TELA DO PINTOR
FOI PROIBIDO PENSAR A CORES
E NAS MÃOS CALEJADAS OPERÁRIAS
O VAZIO DO PINCEL
PEDIA UM CERRAR DE PUNHO
PEDIA UM DERRADEIRO OLHAR
OLHEI À MINHA VOLTA
E VI QUE NÃO ESTAVA SÓ.
VI SORRISOS, VI ABRAÇOS
SENTI NA PELE A DOR DOS OUTROS
REFLECTIDA EM MIM. SENTI
O VERSO A BROTAR
NOS LÁBIOS ÁVIDOS PELO GRITO
NAS MÃOS TRÉMULAS E CANSADAS
NA MENTE QUE NUNCA MORRERA
APENAS DESCANSARA.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
...................................
estou em pleno deserto de ideias...
sinto-me um grão de areia ,
nada livre,
no meio de uma praia solitária.
vi uma bela planta junto à janela ,
que não era minha...
era verde, era musa.

e na rua passam carros
com letras plageadas,
de umas músicas ligeiras
ou então aligeiradas.
a chuva teima em não cair...
e isso, sim, incomoda-me,
o chão seco já não chora
é tudo poeira...
os que há muito já não esperam
os que foram e recordamos
os que estão e vão partir
só meus olhos teimam em ver
com ardor e cansaço
vultos , sombras ou fantasmas.
que sentido dar a ausencias?
de que é feito uma ausencia?
de nada?
há presenças que nada são
quando ausentes
teimamos em não sentir...
questiono tudo que não sinto
já que o que sinto
nunca me questionou
apenas tomou lugar
por mim nunca concedido
apetece-me sentir nada.
abraço do vale
imagem oriunda de organismo.art.br
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
CAMPANHA

depois da minha ,
a nossa...
esta em que eu quero querer,
e que sei que tambem querem.
Nas mãos uma caneta...
na cabeça um sonho,
no corpo um medo...
e na alma um anseio.
decidir ser diferente ,
pensar que a vida é
um buril que desfaz arestas.
nos meus braços o suor
(teu, meu, nosso) do cansaço
de quem por gosto gosta
antever na vossa luta
a batalha que é nossa.
quem de rumo muda
tem no espelho um novo rosto
a face o corpo da ventura
transformando o velho em novo.
abraço do vale
(imagem surripiada em paula-travelho.sapo.pt)
quinta-feira, 17 de setembro de 2009

tenho imagens a preto e branco
sopro cores nelas
e apareces quente e luminosa
és memória ou miragem?
não sei... nunca quis saber
recordo-me de ti
enjaulada nos teus sentimentos
é por medo que não deixas entrar cores?
sonho-te rubra e transparente
ter na tua mão
uma flor a soltar pétalas vadias
será meu sopro eficaz?
recordo-me de ti
um bater de asas amedrontado
ainda não avistaste um céu onde voar?
abraço do vale
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
ACABOU!!!

E pronto acabou-se a ceifa. algumas toneladas de pêssego e de uvas depois estou quase como novo... perdi 10k!!!
a minha ausencia blogosférica, tem me pesado muito mais. o que me valeu foi a FESTA!
Havia 2 anos que não via a Atalaia. fiquei bem instalado, não bebi um caneco( a minha colega de tenda fê-lo por mim-beijinho xaina), e ajudei um pouquito os meus camaradas de Bragança.
O cheiro a carne assada começava pela manhã, entranhando-se no corpo suado e bem fumado pelo carvão incandecente.
O sorriso e simpatia do camarada Isidoro, a experiência de sábias mãos assim como a empatia e o espírito de camaradagem , foi uma boa forma de começar as manhãs.
Este ano, para variar, só bebi água... quem me conheceu , na e da festa ficou admirado. Coisas da idade e dos kilometros de estrada dura.
Como sempre acontece em todas as festas conheci mais gente. O pessoal do CAR, gente linda e determinada, a utopia das palavras( que os miudos do Algarve , gentilmente, encontraram-obrigado amigos), a lagartinha , o anónimo sec XXI com o quarteto de Alexandria, a GE , gente do Barreiro.
Reencontrei algum pessoal da Marinha Grande, o meu amigo Helder, o GRANDE Orlando (que me convidou de imediato a assistir à sua actuação, no palco de santarem), o Calimero e muitos outros.
Este ano para não variar, trouxe nova gente à festa. E , nada de admirar, pró ano voltam, e o que me deixou mais satisfeito, foi vir a saber que vamos poder contar com elas nas próximas eleições.
A FESTA! terminou ... já sinto saudades. vai-me valendo este espaço onde posso "estar" com o meu pessoal.
Espantosamente, este ano só vi 2 concertos: o Samuel(muito bem acompanhados tanto ele como eu) e o Zé Pedro dos xutos(no palco de santarém). Não fui à feira do livro, não corri o pavilhão central, não fui à bienal, estive no espaço internacional, estive com os miudos do Algarve( os charolas)... não estive com a mar sem sal, com a rosmaninho, não conheci o cheiro da ilha, o cravo de abril... mandei um abraço do vale ao Samuel...andei kilometros, e recolhi muitos sorrisos, muitos afectos, que só nesse espaço da Atalaia é possível recolher. Ouvi e senti a palavra camarada vezes sem conta. Foi a minha lufada de oxigénio, como sempre costuma ser.
Estou de volta ao vale, de baterias carregadas. estou de volta.
Era para deixar aqui um vídeo, mas como o meu blog não tem vindo a aceitar vídeos(sabe-se lá porqué) aqui fica um link:
abraço do vale
domingo, 2 de agosto de 2009
O CAMPO EXPLODE

O CAMPO EXPLODE EM MIL E UM SABORES
QUE O PALATO APRECIA
E MEU CORPO VOMITA
OS COMPANHEIROS ESTÃO LONGE
TÃO LONGE QUE A CAMARADAGEM MORRE
E OS IDEAIS ESQUECEM QUEM OS GRITA.
ILUSÃO? MAU SONHO? AZEDUME?
O AMOR DESISTE
E PARTE ONDE HAJA MENOS ARIDEZ
ONDE SENTE UM MAR SEM CAIS
ONDE SENTIR NÃO EXIGE AGIR.
CANSAÇO...
TENHO TONELADAS DE SAFRA NAS COSTAS
JÁ NÃO SINTO ,
SOU AUTOMATO DA MINHA NECESSIDADE
NESTE AGOSTO QUE JÁ NÃO QUER SETEMBROS
RESTA-ME O CONSOLO DE UM VERÃO
QUE TARDA EM FINDAR...
ANSEIO...
NA PELE TENHO A NAVALHADA
DE MUITOS RAIOS SOLARES
OS CARÍCIAS ARISCAS
DE UMA RAMAGEM MORTA E RESSEQUIDA
O SUOR DE QUEM NÃO PODE E SEGUE A SAFRA
DE QUEM JÁ NADA QUER MAS DEVE
NESTE LUME VOU ARDENDO
ATÉ SER CINZA E VOAR........
abraço do vale
sábado, 11 de julho de 2009
GRITO A TUA MORTE
imagem tirada em paula-travelho.blogs.saps.pt
QUE DOENÇA NOS AMEAÇA?
É GRIPE , É SIDA, É CANCRO
OU É IMBECIL-IDADE?
SER CLARO É BASTANTE
SER CONFUSO É DESCONCERTANTE
MAS SER INCOERENTE
DESCONCERTA BASTANTE!
QUE É FEITO DAS PESSOAS?
HÁ NO OIRO VALOR EQUIVALENTE
AO VALOR QUE A VIDA TEM?
SER ABASTADO TRAZ CONFORTO
SER POBRE É ANGUSTIANTE
MAS SER OBJECTO DE ESPECULAÇÃO
NÃO SERÁ MUDAR DE PORTO
E BARALHAR A NAVEGAÇÃO?
........SILENCIOS MIL...............
........IDEAÍS FEBRÍS.................
ONDE ESTÁ O RUÍDO
DO TEU GRITO?
FOI A IDADE
QUE TE TIROU A VOZ?
CONVICTO
DE QUE NADA TE CONVENÇE
POR TI GRITO
QUE DEFUNTO JÁ NÃO PODES.
abraço do vale
quarta-feira, 8 de julho de 2009
defronte ao meu prédio

Faz uns dias estive com uma amiga. E os caminhos que lhe conhecia, teimam em ser os mesmo.
16 anos atrás(no Porto,Praça da República) saiu-me uma coisa assim:
DEFRONTE AO MEU PRÉDIO
EXISTIA UMA VELHA
E SUA SAPATARIA
MAS CORRE O BOATO
JÁ NÃO VENDEM SAPATOS
O CAMINHO É UM
TRAÇO DE POEIRA
A VELHA MORREU
DEU LUGAR A UM VELHO
UM VELHO AMIGO
DA VIDA
A BRANCA A CASTANHA
UMA FACA NA MÃO
E NELA ESPELHA-SE
A SAÍDA
O CENÁRIO É TRISTE
ESTOU DESGRAÇADO
ACABARAM-SE AGORA
MEUS SAPATOS
MAS TENHO A CERTEZA
D'EXISTIR UMA PRAÇA
COM VELHA E SAPATARIA
A VELHA MORREU
DEU LUGAR A UM VELHO
UM VELHO AMIGO
DA VIDA
A BRANCA A CASTANHA
UMA FACA NA MÃO
E NELA ESPELHA-SE
A SAIDA
ENQUANTO ESPERO
PROCURO NA RUA
ENCHER MEU VAZIO....
para ti pequena
abraço do vale
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